Eu sei que esse blog ta ficando chato e ranzinza, mas isso é só reflexo da autora.
Hoje eu olho tudo o que escrevi (em outros blogs) e acho lindo, de tanta poesia, de tanto sentimento, assim como era minha felicidade, quando escrevia. Eu não sei o que me fez mudar, aliás, sei sim, quase todas as coisas que me fizeram mudar. Mas é como usar milhares de produtos para um defeito no cabelo, obter resultado, e não saber ao certo qual foi o santo que realizou tal milagre.
O Santo?
Não sei o santo, ou santos, mas desconfio. Mas como de santo não se desconfia, vamos deixar essa metáfora de lado.
O problema é o medo que eu tenho, de não estar escrevendo pra mim, e eu sei que isso acontece. Se fosse pessoal eu faria no meu disco, e não aqui, para quem quiser ler. A verdade é que a gente sempre acha que nossos medos ou frustrações podem servir de lição, e acredita que isso possa ser útil um dia, quem sabe facilitar o trabalho daqueles que talvez se interessem pela minha história.
Que história?
Tudo isso me cansa, a escola, os alunos, as matérias. O trabalho, os colegas, a falta de uma expectativa grande em relação à mudanças, nem que seja pra pior. O status quo.
Pra não ser mais chata me reservo à essas duas áreas, os estudos, e o trabalho. Duas coisas que nunca funcionaram muito bem em conjunto, mas quem disse que não funcionar bem é sinônimo de impossível.
A vontade é de me sentar, quietinha…
Paz…
Paz..
Paz.
Ficar ouvindo um iPod no ônibus, bem quietinha, ouvir só minha respiração.
Sentir o sotaque irritante de Kate Nash em Skeleton;
Sentir saudade do silêncio mórbido da praia vazia ao ouvir Camille em Janine 1, 2 ou 3.
Sentir.
Escrito por marinastetner