Frescura enlatada.

Odeio esses pacotes de cantoras causadoras que desembestaram a aparecer.

Loucura tem que ser sincera. Essa imagem de garota perdida, drogada, lésbica, me cansa. Se você é louca, é louca e ponto, não precisa ficar esfregando isso, deixando isso como uma marca de sucesso. É besta.

Amo Winehouse, e eu sei que ela vai morrer, eu também vou. Mas olha pra cara daquela maluca, vc acha que ela realmente se importa com o que os outros pensam…gasta milhares em drogas, e perde milhões faltando a shows. Faz sentido? Urrrrgh, isso não é marketing pessoal, é loucura, a mais musical e deliciosa loucura.

Aí eu comecei a ver essa nova minissérie, Maysa. Antes eu li sobre ela, claro, pra não ficar boiando e acreditar nessa síntese manipulada que a globo está vendendo, muito bem por sinal, para quem não curte big brother.

Ai, esse mundo me irrita. Big Brother, cantoras lésbicas, que lixo…..

Mas voltando a Maysa. Ela me dá raiva, aliás, acho que são as Maysas que me dão raiva, tem aquela de alguns posts atrás. Aquele olhos penetrantes, essa maluquice se largar um filho e um matarazzo por um copo de whisky e meia dúzia de cigarros. É viver, é saber a essência de toda essa merda de nascer, respirar, se ferrar e morrer. É sair dessa fórmula barata, de estudar pra ser alguém;

casar pra todo mundo filar uma bóia na festa do casamento;

ter filho pra não acharem que teu marido não tá comparecendo;

de fazer teu filho arrumar namoradinhas aos 5 anos, pra verem que ele é macho como o pai.

E no fim olha que droga vocês fez, começou tudo de novo.

Me irrita, cretinice me irrita.

O problema da fórmula barata não é ela ser cretina, é que ela funciona. O jeito de evitar escolhas, é fazer a pior delas, não ter escolha nenhuma, apenas ser medíocre, seguir a regra.

Aí olha que droga…apelei de novo, fiz mais um post pessimista, e ainda é janeiro.

Tô trabalhando até as 18h, não é certo isso. Me deixa revoltada, me faz pensar que eu tô no lugar errado porque meu corpo não funciona full time das 7 às 6. Não funciona!

Mas a gente tem que ter carro, casa, pra não acharem que a gente é dependente;

pra não pensarem que eu sou marina gasolina;

pra não acharem que eu sou uma filhinha de papai (assim, sem hífen, porque não tem mais nesse caso) mal sucedida, por nunca ter saído de casa.

Cretinice!

Deixe uma resposta