É sexta a noite.
Essa menina que recentemente quebrou suas correntes tem toda a vida pela frente. Tem uma sexta, um spabado, um domingo. Talvez seja suficiente. Ela tem amigos, que querem sair, ela tem oportunidades, MAS PRA QUE TUDO ISSO QUANDO SE FAZ ENGENHARIA?
Quando se faz Engenharia se estuda Cálculo, e pra quem não entende eu vou explicar assim: Cálculo é a versão mais 666 da matéria mais chata da matemática que você pode imaginar: a que você sequer é obrigado a estudar.
O Cálculo faz você ficar em casa, faz você sacrificar sua vida por equações e lógicas que geralmente dão…ZERO. Derive isso, integre aquilo, ache o limite da sua paciência…etc E quando você pensa que acabou, você tem mais DUAS cadeiras de cálculo pela frente. Isso não é justo.
Eu era boba, e sonhava. Sonhava que fazer Audiovisual seria fácil, e fazer Jornalismo seria ótimo. Me imaginava fazendo vinhetas e mais vinhetas, sendo reconhecida por fazer a fotografia daquele tal filme, ou redigir o roteiro de um documentário sobre patriotismo que faria o país chorar.
Fisioterapia parecia uma ótima carreira, mas meu primo fez. Nutrição era algo que me empolgava, mas a Thaís fez. E chega uma hora em que essa coleção de experiências frustradas alheias se tornam uma coleção de sonhos pessoais frustrados. Mas não, eu não sou frustrada, eu amo me ver engenheira, mas eu quero AGORA. Não quero daqui 5 anos…
Quando a robótica apareceu foi um sonho,
“A razão, a benção do homem, também é a sua maldição; ela o força a resolver incessantemente a sua insolúvel dicotomia. A existência humana, nisto difere da de todos os outros organismos; acha-se em um estado de desequilíbrio constante e inevitável. Ele não pode voltar ao estado pré-humano de harmonia com a natureza; tem que prosseguir para desenvolver sua razão até que se torne senhor da natureza de si mesmo.”
Erich Fromm – Análise do Homem, recomendo!
Ou seja, meus amiguinhos, não dá pra voltar atrás, não interessa a sua escolha. Você sempre terá pelo menos dois caminhos a escolher, e a escolha de um acarreta a mudança de todos os que estão por vir, jamais os que já foram traçados. Essa é com certeza uma das coisas mais legais que já li. Somos tão decididos, tão primariamente evoluídos, e fazemos com que isso seja a nossa maior ameaça…a nós mesmos. Não tenha medo de realizar seus desejos, o máximo que pode acontecer é eles se tornarem realidade, e você não souber o que fazer com isso!
Mas, sem dúvida alguma, viver no “desiquilíbro constante” é algo indispensável.
E eu sou assim! E ah, respirando, e escrevendo melhor em um blog de uma garota que não virou jornalista, life seems so much better, thank you;)
Tenham um bom final de semana, vou ficar aqui com o meu…Cálculo(L).
Marina(e por acaso, esse é meu nome)