Eu não quero virar uma eco-chata. Não tenho o dom pra ficar levantando placas, fazer demonstrações públicas de desprezo ao consumo de carne, e reclamar da mediocridade do ser humano. É tão engraçado perceber o quanto nossas carreiras influenciam nas nossas decisões, nos detalhes de qualquer coisas que fazemos.
Não assista um filme de ação com um físico.
Me dá raiva! Não por o filme perder a graça, mas por perceber como uma pessoa pode amar tanto o que faz. Me dá arrepio imaginar que existe gente que seria capaz de fazer a mesma coisa pelo resto dos seus dias. Porque até pouco tempo atrás, eu achava que deviamos amar tudo o que se faz, utopia barata. Eu amo, amo ver as contas pagas, tudo o que fui capaz de comprar, ainda mais os sonhos que sou capaz de manter, fazendo o que faço.
Mas e se eu amasse? Vocês iam ver uma magrela chata gritando feito louca, e pregando algo muito menos bacana do que a educação tecnológica. É engraçado, há dias atrás eu afirmei algo que não concordo, trabalhos de faculdade em que você não é avaliado por demonstrar sua opinião, mas sim por falar o que as pessoas esperam sobre o tema. eu não acredito que a desigualdade seja a causa de todos os problemas. Pronto. É tudo uma questão educacional, o que causa essa deficiência, aí sim, são outros 508.
Por isso eu grito, abaixo a mediocridade, abaixo aos protestos baratos, abaixo as chatices de quem só olha o próprio umbigo.
Ah, o filme, muito bom e aguarde-a-continuação-loser por sinal:

Tenham uma boa semana!